Rock in Rio 2024: Cyndi Lauper Encanta com Clássicos Imortais aos 71 Anos
A noite de sexta-feira, 20 de setembro de 2024, foi mágica para os fãs de Cyndi Lauper. A cantora americana, conhecida por seu estilo único e voz inconfundível, trouxe sua energia contagiante ao Palco Mundo do Rock in Rio. Aos 71 anos, Lauper fez sua estreia no festival, embora sua carreira esteja repleta de marcos e conquistas que ressoam por décadas no cenário musical.
Um Retorno Aguardado
Essa foi a primeira vez que Cyndi Lauper se apresentou no Rock in Rio, mas não sua primeira visita ao Brasil. O público brasileiro teve que esperar 13 anos para vê-la novamente. Quando finalmente subiu ao palco, foi recebida com aplausos calorosos e gritos de entusiasmo, mostrando que sua legião de fãs está mais forte do que nunca.
Palco Mundo e o 'Dia Delas'
Neste ano, o Rock in Rio dedicou um dia inteiro às mulheres, intitulado 'Dia Delas'. A proposta foi celebrar a força feminina na música, e Cyndi Lauper era a atração perfeita para isso. Junto com ela, grandes nomes como Katy Perry, Karol G e Ivete Sangalo formaram um lineup poderoso e diverso, mostrando a vasta gama de estilos e talentos femininos. O 'Dia Delas' foi um sucesso absoluto, destacando a importância e a influência das mulheres na indústria musical.
Grandes Clássicos
O show de Cyndi Lauper foi um verdadeiro presente para os fãs. Ela cantou seus maiores sucessos, incluindo 'Girls Just Want to Have Fun', 'Time After Time' e 'True Colors'. Cada música foi recebida com entusiasmo e emoção, com o público cantando junto em uníssono. A voz de Lauper, embora marcada pelo tempo, manteve sua força e singularidade, provando que a idade é apenas um número quando se trata de talento.
Mais que Música
Mas não foi só a música que tocou os corações naquela noite. Lauper também usou o palco para se conectar com o público de uma maneira mais profunda. Compartilhou histórias pessoais e mensagens de empoderamento, incentivando todos a perseguirem seus sonhos independentemente das adversidades. Foi um momento de união e inspiração, que transcendeu o puro entretenimento.
Uma Carreira de Sucessos
A carreira de Cyndi Lauper é recheada de conquistas. Desde os anos 80, quando estourou com seu estilo único e músicas marcantes, até os dias de hoje, ela se manteve relevante e influente. Lauper é mais do que uma cantora; é um ícone cultural, uma defensora dos direitos LGBTQIA+ e uma artista multifacetada que nunca teve medo de experimentar e inovar.
O Impacto do Show
O impacto de sua apresentação no Rock in Rio foi significativo. Para muitos, foi um lembrete de sua importância para a música pop e sua capacidade de se reinventar ao longo dos anos. Para outros, uma introdução a uma artista que, mesmo com décadas de carreira, continua a surpreender e inspirar.
Reflexões sobre o Futuro
À medida que a noite terminou, ficou claro que a presença de Cyndi Lauper no Rock in Rio não seria esquecida tão cedo. Seu retorno triunfal ao Brasil e sua performance energizante deixaram uma marca duradoura no coração de todos os presentes. Olhando para o futuro, podemos esperar que Lauper continue a brilhar, trazendo sua música e mensagem de amor e empoderamento para novas gerações.
O Rock in Rio 2024 certamente será lembrado como um dos momentos altos da carreira de Lauper e um evento que celebrou a diversidade e o talento das mulheres na música. E para os fãs, foi uma noite inesquecível, repleta de músicas que marcaram épocas e promessas de muito mais por vir.
16 Comentários
Mailin Evangelista-23 setembro 2024
Cyndi Lauper ainda tem mais energia que metade dos artistas jovens que aparecem por aí.
Raissa Souza-23 setembro 2024
É interessante como a mídia romantiza a velhice quando a artista é considerada 'legendaria', mas ignora completamente os mesmos méritos quando se trata de artistas menos 'brancos' ou menos 'ocidentais'.
Ligia Maxi-23 setembro 2024
Eu fui no show e não consigo parar de pensar naquela pausa que ela fez antes de 'True Colors'... tipo, o silêncio foi tão pesado que eu senti os olhos marejando e o cara atrás de mim soltou um suspiro tão alto que quase dei um pulo. Depois ela começou a cantar e todo mundo ficou em silêncio total, tipo, ninguém respirava, só a voz dela subindo como se fosse um vento que ninguém conseguia segurar. E quando ela terminou, ninguém aplaudiu por três segundos... e quando finalmente começou, foi como se todo mundo tivesse esquecido como fazer isso e tivesse que reaprender ao mesmo tempo.
Aron Avila-24 setembro 2024
Tá tudo bem ela cantar mas quem quer ver uma velha de 71 anos no palco? O festival tá ficando triste.
Elaine Gordon-26 setembro 2024
A performance de Cyndi Lauper foi tecnicamente impecável, com controle vocal excepcional mesmo em registros extremos, e a escolha de repertório demonstrou um profundo entendimento da narrativa emocional da música pop dos anos 80 até os dias atuais.
Andrea Silva-26 setembro 2024
O Brasil finalmente entendeu o que é uma mulher que não pede permissão pra existir no palco. Cyndi nunca pediu pra ser aceita ela simplesmente apareceu e mudou tudo
Gabriela Oliveira-28 setembro 2024
Você não acha estranho que ela apareça agora, depois de décadas, exatamente quando o festival resolveu fazer o 'Dia Delas'? Será que não é só marketing? E se o festival tivesse pago milhões para ela voltar só pra atrair público feminino? E se tudo isso for uma fachada pra esconder que eles não investem em artistas locais? E se o verdadeiro objetivo for vender mais ingressos pra próxima edição?
ivete ribeiro-29 setembro 2024
Cyndi não cantou... ela transcendeu. Foi como se a alma dela tivesse se desdobrado em 12 camadas de pura vibração queer e coragem. O palco virou um altar e o público, um culto silencioso. Se você não chorou, você não entendeu o que é arte.
Vanessa Aryitey-29 setembro 2024
Toda essa celebração é uma ilusão. O sistema só abraça mulheres que não ameaçam o status quo. Ela é aceita porque se tornou um símbolo inofensivo. O que acontece com as artistas que ainda são radicais? Elas desaparecem.
Evandro Argenton- 1 outubro 2024
Eu fui só pra ver o show da Ivete mas acabei ficando até o final da Cyndi. Não esperava, mas ela me pegou de jeito. Acho que ela tá no meu coração agora.
Adylson Monteiro- 1 outubro 2024
Essa mulher é uma lenda... mas sério, quem acha que ela está 'inspirando' só porque canta 'Girls Just Want to Have Fun'? Ela fez isso em 1983, e agora tá aqui pra fazer de novo? Onde estão as novas vozes? Onde está a inovação? Tudo isso é nostalgia barata, e vocês estão sendo manipulados!
Carlos Heinecke- 2 outubro 2024
VOCÊS NÃO SABEM O QUE VIRAM! ELA NÃO CANTOU, ELA EXPLODIU! CADA NOTA ERA UMA REVOLTA! CADA PALAVRA ERA UM GOLPE! E O PÚBLICO? O PÚBLICO NÃO APANHOU, ELE FOI RESSUSCITADO! ISSO NÃO FOI SHOW, FOI UM MILAGRE!
Aline de Andrade- 3 outubro 2024
A performance dela é um case de estudo em resiliência cultural e rebranding de identidade artística pós-60 anos. O que vimos foi uma operação de marca autêntica, não apenas um show.
Amanda Sousa- 3 outubro 2024
Eu me lembro da primeira vez que ouvi 'Time After Time' no rádio da minha mãe. Ela chorava. Hoje eu chorei de novo. Não é só música. É memória. É amor. É isso que ela entrega.
Fabiano Oliveira- 4 outubro 2024
A gramática da apresentação foi impecável, e a entonação, meticulosamente construída. A ausência de excessos vocalícos demonstra domínio técnico raro em artistas de sua geração.
Adylson Monteiro- 6 outubro 2024
E você acha que ela realmente acredita nisso? Ou só tá fazendo isso porque o mercado exige? Ainda acho que é um show de nostalgia, e não de verdadeira inovação.